sexta-feira, 26 de maio de 2017

Identificar a endometriose

A endometriose é uma doença que afeta aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva e estima-se que 35 a 40% das mulheres com endometriose sofram de infertilidade. Esta doença pode afetar as trompas de Falópio pois podem apresentar aderências e se estiver presente nos ovários pode também conduzir a uma diminuição da reserva ovárica (reduzindo o número de folículos/ovócitos produzidos) e também pode conduzir à diminuição da qualidade dos ovócitos.

É fundamental que as mulheres sejam alertadas para os sintomas desta doença e que consultem um especialista para evitar que esta doença se agrave. Os sintomas mais habituais são: a Dismenorreia (dor durante a menstruação); a Infertilidade ( 60% das mulheres com endometriose sofrem de infertilidade); a Dispareunia (dor durante as relações sexuais); e a Dor pélvica crónica ( pode ser uma dor constante ou pode também estar ausente durante uns períodos e voltar a aparecer).

Mas o problema pode ser superado se for tratado. Como diz a radiologista Luciana Cristina Pasquini Raiza, médica responsável pela ultrassonografia geral do RDO Diagnósticos Médicos, “É importante conhecer e suspeitar da doença, tentando identificá-la precocemente para instituir o tratamento mais adequado a cada caso”

Para isso, o diagnóstico por imagem, como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, é essencial na avaliação da doença. “Os métodos de imagem têm evoluído bastante, permitindo estimar a extensão e localização da doença, auxiliando no tratamento e no planejamento cirúrgico, quando necessário.” Os principais exames para avaliação da endometriose são a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética. “Ambos vão identificar lesões de endometriose profunda. No entanto, a ultrassonografia é melhor que a ressonância magnética na detecção principalmente das lesões intestinais e de pequenas lesões. A ultrassonografia tem boa capacidade na detecção das lesões nos principais sítios acometidos da pelve, que são a região atrás do útero, ovários, intestino e bexiga”, conclui a radiologista.

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