segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Há mais mulheres a sofrer Endometriose

De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% e 15% das mulheres em idade fértil são acometidas pelo problema caracterizado pelo implante de substâncias do endométrio nos ovários, trompas e na parte externa do útero.

A endometriose é uma doença difícil de diagnosticar e que causa grandes dificuldades na vida quotidiana de algumas mulheres. Os seus sintomas podem ser muito variáveis e podem provocar grandes limitações na vida diária das mulheres.

Estima-se que 10% das mulheres sofram de endometriose e que a endometriose seja a responsável por 30% dos casos de infertilidade. O que é a endometriose? A endometriose é uma doença que se caracteriza pela presença do tecido endometrial (tecido que reveste o útero) fora da sua localização habitual. Os locais que são mais frequentemente atingidos pela presença deste tecido são os ovários, as trompas de Falópio, os ligamentos que sustentam o útero e a cavidade pélvica ou abdominal.

Síntomas: Dismenorreia (dor durante a menstruação), Infertilidade, Dispareunia, Dor pélvica crónica. Pode ver mais sobre esta doença em: http://www.omeulaboratoriodesonhos.com/2014/09/a-endometriose.html

Infelizmente a endometriose não tem cura mas caso seja detectada atempadamente os seus efeitos secundários podem ser minimizados. O tratamento da endometriose pode ser feito por meio clínico ou cirúrgico, dependendo da gravidade (https://www.terra.com.br/noticias/dino/endometriose-acomete-cada-vez-mais-as-mulheres,da2ad4480063f0b8a7d6ee90617aab6dzmx89xh1.html).

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Novembro Azul e infertilidade

Novembro Azul é uma campanha de conscientização realizada por diversas entidades no mês de novembro dirigida à sociedade e, em especial, aos homens, para conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.

O câncer de próstata é o segundo tumor mais frequente em homens no Brasil, ficando atrás apenas dos tumores de pele. A doença acometeu cerca de 61 mil homens no ano de 2016 no Brasil, segundo dados do INCA (Instituto nacional do Câncer) e os últimos estudos apontam para um relacionamento entre este tipo de cancro e o aumento das tasas de infertilidade entre as pessoas que o sofreram. Isto acontece porque a neoplasia e os tratamentos possíveis, como radio, hormonoterapia e ou quimioterapia afetam a função da glândula masculina, responsável por produzir compostos importantes do líquido seminal que nutre os espermatozoides.  (http://www.acritica.net/editorias/saude/novembro-azul-cancer-de-prostata-pode-levar-a-infertilidade/251311/)

No entanto, as técnicas de reprodução assistida podem auxiliar homens que ainda desejem ter filhos após diagnosticada a neoplasia.

Leia todo o artigo em: http://www.acritica.net/editorias/saude/novembro-azul-cancer-de-prostata-pode-levar-a-infertilidade/251311/.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

FIV vs  Inseminação Artificial

Mesmo que são duas técnicas de reprodução medicamente assistida, a principal diferença é que a primeira, Inseminação Artificial, decorre sempre dentro da cavidade uterina, em quanto a segunda, a Fertilização In Vitro ou FIV, é realizada fora da mesma, no laboratório, e só após a verificação da qualidade dos embriões, estes são transferidos ao útero da mulher.

A inseminação artificial ou inseminação intrauterina é uma técnica de reprodução medicamente assistida que consiste na deposição artificial do sêmen nas vias genitais da fêmea. Utiliza-se em casos em que os espermatozoides não conseguem atingir as trompas ou simplesmente o indivíduo opta por esse procedimento. Consiste em transferir, para a cavidade uterina, os espermatozoides previamente recolhidos e processados, com a seleção dos espermatozoides morfologicamente mais normais e móveis.

 A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução medicamente assistida que consiste na colocação, em ambiente laboratorial, (in vitro), de um número significativo de espermatozóides, 50 a 100 mil, ao redor de cada ovócito. procurando obter pré-embriões de boa qualidade que serão transferidos, posteriormente, para a cavidade uterina. A técnica de fertilização in vitro (FIV) iniciou uma nova era da medicina reprodutiva quando, em 1978, resultou no nascimento do primeiro "bebê de proveta", no Reino Unido. Desde então, o desenvolvimento tecnológico tem proporcionado taxas de sucesso progressivamente maiores, garantindo o sucesso na realização do sonho de muitos casais. Inicialmente restrita às mulheres com obstruções das trompas, hoje a FIV é utilizada como opção terapêutica para casais com fatores masculino, imunológico, ovariano e com endometriose, entre outras causas.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Mitos e verdades sobre a fertilidade masculina e feminina

Interessante artigo que presenta cinco mitos e verdades sobre a fertilidade masculina e feminina (https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/813542/cinco-mitos-e-verdades-sobre-a-fertilidade-masculina-e-feminina), nomeadamente responde a questões como: - A Radioterapia e quimioterapia podem gerar infertilidade? - Um aborto natural pode diminuir as probabilidades de engravidar? - A obesidade atrapalha a fertilidade? - Ovários poliquísticos podem impedir que a mulher engravide? - O excesso de exercício físico pode deixar as mulheres estéreis? Quáis seriam as suas respostas? Pense e verifique o resultado em: https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/813542/cinco-mitos-e-verdades-sobre-a-fertilidade-masculina-e-feminina

Gravidez tardia prejudica as mulheres

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) 15% dos casais brasileiros em idade reproductiva têm problemas de infertilidade. Se bem atinge a homens e mulheres quase por igual o efeito da idade é um problema associado principalmente às mulheres. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta que pelo nosso estilo de vida as mulheres brasileiras estão tendo filhos cada vez mais tarde sendo que a fertilidade feminina entra em declínio a partir dos 35 anos de idade. (http://www.jj.com.br/noticias-46976-infertilidade-afeta-15--dos-casais;-gravidez-tardia-prejudica-as-mulheres)

De facto, por volta dos 35 anos, não só vai diminuindo a reserva ovárica (existem menos óvulos) mas também a qualidade dos óvulos começa a piorar pois começam a surgir alterações genéticas. A partir desta idade, não só é mais difícil engravidar como também começam a aumentar as probabilidades de anomalias genéticas nos bebés. Para terem uma ideia, a percentagem de óvulos normais (com os 23 cromossomas) numa mulher com 30 anos é aproximadamente 70%, mas chegando aos 40 anos, apenas 30% podem estar bem. (http://www.omeulaboratoriodesonhos.com/2017/05/mae-depois-dos-40.html)

A grande maioria das mulheres com mais de 40 anos, que desejam ser mães pela primeira vez, tem que recorrer a centros de procriação medicamente assistida e pedir ajuda de um especialista para engravidar. Existem várias opções de tratamentos mas o médico tem que definir juntamente com a paciente qual o mais adequado. Os tratamentos mais simples (inseminação ou coito programado) podem ser realizados mas é importante que o sistema reprodutor da mulher esteja bem e nomeadamente as trompas não estejam obstruídas. O médico poderá também optar por um tratamento mais complexo, a fecundação in vitro (FIV) que apesar de ser economicamente mais dispendiosa tem melhores resultados. Caso a reserva de óvulos seja já muito baixa, existe um tratamento alternativo que consiste em receber óvulos de uma mulher mais jovem (dadora) e que tem taxas de sucesso elevadas.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Identificar a endometriose

A endometriose é uma doença que afeta aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva e estima-se que 35 a 40% das mulheres com endometriose sofram de infertilidade. Esta doença pode afetar as trompas de Falópio pois podem apresentar aderências e se estiver presente nos ovários pode também conduzir a uma diminuição da reserva ovárica (reduzindo o número de folículos/ovócitos produzidos) e também pode conduzir à diminuição da qualidade dos ovócitos.

É fundamental que as mulheres sejam alertadas para os sintomas desta doença e que consultem um especialista para evitar que esta doença se agrave. Os sintomas mais habituais são: a Dismenorreia (dor durante a menstruação); a Infertilidade ( 60% das mulheres com endometriose sofrem de infertilidade); a Dispareunia (dor durante as relações sexuais); e a Dor pélvica crónica ( pode ser uma dor constante ou pode também estar ausente durante uns períodos e voltar a aparecer).

Mas o problema pode ser superado se for tratado. Como diz a radiologista Luciana Cristina Pasquini Raiza, médica responsável pela ultrassonografia geral do RDO Diagnósticos Médicos, “É importante conhecer e suspeitar da doença, tentando identificá-la precocemente para instituir o tratamento mais adequado a cada caso”

Para isso, o diagnóstico por imagem, como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, é essencial na avaliação da doença. “Os métodos de imagem têm evoluído bastante, permitindo estimar a extensão e localização da doença, auxiliando no tratamento e no planejamento cirúrgico, quando necessário.” Os principais exames para avaliação da endometriose são a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética. “Ambos vão identificar lesões de endometriose profunda. No entanto, a ultrassonografia é melhor que a ressonância magnética na detecção principalmente das lesões intestinais e de pequenas lesões. A ultrassonografia tem boa capacidade na detecção das lesões nos principais sítios acometidos da pelve, que são a região atrás do útero, ovários, intestino e bexiga”, conclui a radiologista.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Pesquisa sobre relação entre infertilidade e stress

Stress e infertilidade. Será que estão relacionados? Esta é a pergunta que o estudo que vai ser levado a cabo pela Maternidade Escola Januário da Universidade Federal do Rio Grande do Norte visa responder. Este estudo vai correlacionar as interferência de várias variáveis pscicológicas (disfunções sexuais, ansiedade, stress, entre outras) com a concentração da  hormona do stress, o cortisol, que está presente na saliva dos casais antes dos mesmos iniciarem o tratamento de infertilidade.

Ao longo da pesquisa, será investigado também o desejo desses casais de se tornarem pais, bem como o apoio que eles recebem da família e dos amigos, além da forma como cada um lida com a infertilidade.

O estudo está previsto iniciar durante o mês de maio e termina no final deste ano. Vamos estar atentos aos resultados obtidos.

Para mais informações podem consultar aqui.